Cansei de “tem que”.

Na boa?

Tá todo mundo no mesmo barco. Alguém precisa pular.

Clica aqui e lê.

Sem mais para o momento.

Dá série: textos que eu enrolei para escrever.

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Postado em Voz

Pra vencer

De um jeito ou de outro eu precisava voltar a escrever.
Sem essa de se desculpar pelo tempo ausente, pelo abraço presente, mesmo de longe. Um longe que já voltou.
Passou. Consegui. Passei, aqui. Presente, sorridente, imprudente, delinquente. Ou apenas diferente. Fica a cargo de mim mesma. Da minha percepção a respeito de tudo e todos que me rodeiam, que me cercam, que me amam. Aos que me odeiam, a gente conversa mais tarde, numa mesa redonda. Fica marcado assim.

No mais, estou bem, realizada. Pronta pra nova vida que me espera.
Mais claro que isso, impossível ser.

To voltando. To chegando pra chegar. Pra vencer.

Postado em Voz

Minha majestade?

E foi nessa brincadeira de realizar sonhos que me vi aqui, retirando as teias do meu futuro.

É então que a gente se pergunta quando foi que parou no tempo, sem nem sequer se perguntar se podia. Apenas na vã tentativa de rebuscar, eternizar.

Pra que mesmo, minha majestade?

Deu saudade de ter saudade. Saudade de reviver um sonho “bobo” de criança de ver o Papai Noel chegar. De ser bonzinho pra merecer.

O mundo vai fincando a gente nesse precipício claro de pés no chão. Sendo que é tão fácil aproveitar a brisa e alçar voos livres, se lançando com tudo na barra de segurança.

Foi-se o tempo, minha majestade?

Não. Não foi. Ainda temos tempo de fazer o que se quer. De sonhar como se quer. E viver como se quis.

Fique aqui, Majestade. Fique, sem querer entender. Fique pra respirar de olhos fechados e ver, então, que falta pouco. Muito pouco pra realizar.

Disformes

É que, de fato, no final das contas a gente fica sozinho, no quarto escuro, esperando o sono chegar.

Faz-se pensamento, palavra, coração. Faz-se sonho, então.

Passa o tempo, passa-tempo, passa. E passa. E é aí que o desejo vem. Em forma de prelúdios lunares sem nexo e nem porque.

Na lembrança real de um futuro presente, a ansiedade também vem de lá de não sei onde.

Frases construídas, baseadas em castelos de areia. Comparações fajutas num desenrolar da dança da meia noite. Da uma hora. De alguns milésimos de vontades mascaradas, como o fantasma da ópera.

Não é pra entender. Nunca foi.

Era pra ser manuscrito, na verdade. Escrito em pena, com nanquim. Desenhado a tinta lacrimejante, bem aguada, pra desfocar. Pra não focar. Pra, quem sabe, conseguir ser.

Eterna busca pelo fato de, no final das contas, a solidão esperada seja o mesmo assunto de sempre, no quarto escuro, esperando o sono chegar. Talvez, embalada em versos disformes, da valsa em ritmo de reggae, tocando no coração vizinho.

O que foi isso? Não foi.

Não foi não. É que o futuro presente já chegou, atrás de alguém que sorria pra mim.

Quando eu precisar.

Dizer que a vida vai ser mansa é pura balela. Dizer que você vai querer jogar tudo pro alto, não.

Um discurso otimista e cheio de fé é muito lindo, de verdade. Eu até apoio. Mas ninguém dá conta de se manter firme,  o tempo todo. Quando eu digo ninguém, é ninguém mesmo.

Até Jesus, em sua grandeza e seu desprendimento, baqueou. Tudo bem, ele seguiu em frente, foi lá e fez.

Podemos? Claro que podemos. Se é fácil? Ah, meu amigo, se fosse, a vida levaria o nome de piriguete.

“Você tem que ser forte, agora”. Vira e mexe a sociedade te obriga a isso, sua religião te ensina que a cruz não é mais pesada do que você possa suportar, e você tem que aguentar sorrindo os caldos das ondas da vida. Aquelas ondas bem dadas que te pegam por trás, te fazem girar umas três vezes, engolir e aspirar água salgada. Aí, meu bem, você coloca a cabeça pra fora com a traquéia ardendo e o estômago revirando e não pode chorar. Apenas dizer “pulou, vai passar.”

Não. Não.

“A dor existe. O sofrimento é opcional.”  Mas e se dói demais? Como faz?

Seres humanos precisam de momentos de fraqueza sim. Precisam se sentir impotentes sim, pra se fortalecerem depois. Não dá pra ser um poço de força e determinação em toda a sua existência. Até porque, somos pequenos demais pra isso.

O que eu tô dizendo é “nem tanto ao céu, nem tanto à terra.” É preciso encontrar o equilíbrio. E pra equilibrar-se também é preciso chorar e pensar que não vai conseguir, pra depois conseguir, sorrir ou chorar mais, que seja.

O mundo é hostil, sim. As pessoas vão te magoar, sim. A vida vai te pregar peças demais. Você vai pensar que tá tudo perdido, que o buraco é mais fundo que imaginava, milhares de vezes.

Se você não puder colocar isso pra fora, você, simplesmente, tá perdido. E isso é sério.

Que se foda essa força, então. Que seja fraqueza, quando eu precisar.

Há de haver.

No final das contas, a lágrima ia rolar, de qualquer forma. Estava camuflada há tempo demais.

Mesmo que não resolvesse nada, deixá-la rolar faria algum sentido e melhoria de uma forma, ou de outra, alguma coisa lá na frente.

Mas ela queria chorar sozinha. Sem ninguém pra perguntar o que é que havia ali.

Que assim seja.

 

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Eu me segurei ao máximo pra não dar minha opinião aqui sobre essa onda Feliciana, até porque eu não sabia direito o que realmente eu queria falar e de que forma eu o faria.

Tinha escrito quase um romance pra falar do que eu acho da postura da população e do próprio deputado, em relação aos presentes fatos. Daí fui reler o trecho abaixo e apaguei tudo.

“Devemos encarar com tolerância toda loucura, fracasso e vício dos outros, sabendo que encaramos as nossas próprias loucuras, fracassos e vícios. Pois eles são os fracassos da humanidade à qual pertencemos e, assim, temos os mesmos fracassos em nós. Não devemos nos indignar com os outros por essas fraquezas apenas por não aparecerem em nós, naquele momento.” Arthur Schopenhauer

Mas a preocupação é inerente pra quem quer um mundo melhor. Eu me preocupo, realmente, em onde isso tudo pode chegar. Fico me perguntando o que mais a sociedade deve fazer pra que suas palavras, atos, súplicas e reivindicações valham mais do que brinquedo no varal.

O mundo ta cheio de opiniões e particularidades. Não acredito que devamos nos calar. Precisamos sim conversar mais e mais sobre o assunto, sobre como proceder, de forma humana e não animalesca. Precisamos nos amar mais, escutar mais, tolerar mais, exemplificar mais e, sobretudo, respeitar mais. E que assim seja.

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Corre, negada!

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Foi dada a largada. Não olhe pra trás. Você pode ser descartado a qualquer momento.

E isso tudo nem é tanta viagem. Levaram o “tudo se transforma” muito ao pé da letra.

Estamos em uma era descartável. Celulares não duram mais do que 2 anos – você o troca porque estragou ou porque acha que ele tá ultrapassado demais. Que dirá dos computadores.  E, há ainda, um novo artigo nas prateleiras dos descartáveis: as pessoas.

Uma sequência inumerável de enlaces e desenlaces. Hoje em dia é fácil deletar alguém da vida. Descartar alguém dos sonhos. Basta um pisão no pé, na hora do forró. Basta que seja um forró ao invés de um tango. Basta uma olhadela pro lado e pronto “foi bom enquanto durou.”

Sejamos mais óbvios. Mais sustentáveis, menos objetos, mais inteligentes. A reciclagem também é uma palavra da era. E a corrida tem que ser outra, pra outro lado.

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Seguiu pra mudar.

Apagou. Decidiu. Desistiu. Refez. Remontou. Arrumou. Desarrumou. Mudou. Mudou de novo. Voltou pro que era. Tornou a mudar. Se assustou com o novo. Quis ousar. Ousou. Quis voltar atrás. Voltou. Quis seguir em frente. Seguiu.

Seguiu. Olhou pro lado e sorriu. Olhou pro outro e chorou. Olhou atrás, deu saudade. Olhou à frente, ansiedade. E, mais a frente, aquela vontade.

Se abraçou. Não se amou, ainda. Mas gostou do calor que o peito emanou quando pensou em si. Quis a palavra. A sua. E seguiu.

Seguiu.

Seguiu pra mudar de novo, enquanto a mudança existir.

Um conselho pra você.

conselhosProvavelmente, você tenha chegado ao blog pelo título do post, que é compartilhado diretamente no meu facebook e twitter, depois da postagem.

Sim. Vamos falar sobre conselhos.

Vira e mexe nos deparamos com situações inusitadas em que o primeiro pensamento que nos ocorre é pedir socorro a alguém. E é nessa hora que o danado do conselho chega em você. Às vezes, sem nem precisar de um SOS.

O que acontece é que as pessoas se esquecem que vivemos em sociedade, mas cada um é cada um e a pessoa que dá um conselho tem a própria visão dos fatos. Não quer dizer que a experiência que ela compartilha vai se encaixar perfeitamente com a que você ta vivendo.

É a mesma coisa que você usar manequim 42 e sua amiga jurar que a calça 36 dela vai cair bem em você. Tudo furada. Não tem como servir.

Isso não quer dizer que você não deva escutar com educação. O que vale é a intenção. A troca de experiências também vale. Mas a evolução é conjunta e também individual.

Seja gentil. No final das contas, o conselho é só “uma forma de nostalgia.”

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