Abandonado às traças

Era como ficava aquele canto onde ela se abaixava, abraçando os joelhos, relembrando o futuro que um dia sonhou, no passado.

Hoje ela vive o presente, embrulhado num papel crepom. Com fitas coloridas e perfume de amor.

Tratou de limpar o cantinho, com aquele cheirinho da casa nova. Colocou um arranjo bonito, pra colorir o coração que debulhava gargalhadas da paixão.

Mas sabia, que, se precisasse, para sorrir, ou gargalhar, era só tirar o arranjo do lugar. Como um código, um sinal. Ali, as traças não teriam mais vez.

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